Férias
Tenho escrito algumas coisas
Saí das redes sociais há meses. Leio mais, durmo mais, ando mais descansado. Não vou mentir, só há beneficios. Não há nenhum “mas”, mas amanhã vou de férias, e tenho pensado em escrever qualquer coisa. Uma crónica, um sopro, não sei. Tenho escrito, mesmo que não publique. Tenho escrito, para lá do que publico. Tenho, sobretudo, lido - e desde quê, maio, junho, talvez junho, só tenha lido Bolaño. Porra, Bolaño. Vou levar o livro que estou a acabar na mala. Levo também outro livro dele, e pelo sim pelo não, um livro do rui Manuel Amaral. Shouts out ao Rui Manuel Amaral, os cadernos são do caraças. Conheci um casal hoje no parque, e ele era do norte e tinha uma banda, e ela era arquitecta e conhecia todos os meus amigos arquitectos, ou quase todos. Apetecia-me ter tomado um último spritz de sexta feira, mas não posso ser mimado, agora que vou de férias. Tive de me controlar para não pôr literatura da pesada na mochila, porque não dá para tudo, e há um tempo para amar e um tempo para etc., e porque é que em 2026 só vale o disco do Bill Orcutt com a Mabe Fratti? Estou a gostar também do disco da Charlie XCX, mas vão para o caralho os que acham o novo dos Strokes melhor do que o anterior. Quero contemplar, digo isto sempre. Quero publicar, tenho escrito imenso um certo romance. Talvez fale disso nas minhas férias. Não vou falar de política, isso não. Para quê? Para… não, não tem piada. O que tem piada é esta versão, que me lembra a alegria de ouvir o original, e ao mesmo tempo, o passear ao final da tarde na Luciano Cordeiro, quando a Rampa ainda existia e o mundo, enfim, o mundo era o que era.



Qual o Bolaño que sugeres para iniciantes?